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Arcabuz

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Pronunciamento

Inspirado pelo My Moleskine, que cita o Esperando o tal Godot, ou isso..., que por sua vez cita o No Arame, também me apetece falar de hinos nacionais. Só para declarar a minha paixão por aquele que é de todos o mais belo: o soviético!

A letra é de Sergey Mikhalkov (pai de Nikita Mikhalkov, o do «Sol Enganador»), e a música de Alexander Alexandrov (nome castiço). O hino foi introduzido em 1944, substituindo a Internacional. Após a morte de Stalin, e como o hino lhe fizesse referência, a letra deixou de ser cantada. Em 1977 o texto foi reintroduzido já sem menção a Stalin. Em 1991, Yeltsin teve o descaramento de adoptar como hino nacional uma parva cançoneta. No ano 2000 readopta-se o antigo hino, mas com uma nova letra (que, a meu ver, lhe retira uma boa parte da pujança... talvez por agora ser cantado com menos convicção).

Aqui fica o link para a versão de 1977, interpretada pelo coro do teatro Bolshoi. Recomendo, para todo o tipo de males de espírito, uma audição diária, de preferência ao acordar.

Mesmo para quem, como eu, não percebe um chavo do assunto, fica sempre bem um pouco de rigor. “Despronunciamento” disse-se muito hoje, quer nas televisões, quer na primeira página do Público. Mas o despacho é de pronúncia ou de não pronúncia. Assim, ou há pronunciamento ou não pronunciamento. Não pode ser despronunciado quem não chegou a ser pronunciado.

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